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Bem vindo!

Desenvolver a educação ambiental, bem como favorecer pesquisas à comunidade estudantil são as objetivos do Borboletário Didático da Universidade Federal do Ceará (UFC), que foi apresenta ao público, desde de 2006, no Campus do Pici. No espaço de criação e manutenção de borboletas vivas, repleto de plantas floridas, o visitante poderá apreciar cinco espécies existentes no Ceará, além de conferir o ciclo de vida da espécie.

O Borboletário Didático é um embrião para transformar Fortaleza, futuramente, na Cidade das Borboletas, devendo servir como suporte ao Borboletário Público Municipal - Jardim da Biodiversidade, a ser erguido pela Prefeitura de Fortaleza no Parque Rio Branco, na Avenida Pontes Vieira.​

O espaço no Campus do Pici, que já conta com cerca de 150 borboletas, possui dois ambientes. No primeiro ficam borboletas e casulos em plantas chamadas hospedeiras. O segundo é utilizado para o manejo das lagartas para viabilizar a metamorfose em borboleta.

Idealizadora do Borboletário Didático, a bióloga e professora Priscila Holanda, destaca que o espaço se insere no Projeto Cores da Natureza, coordenado pela chefe do Departamento de Fitotecnia da UFC, professora Niedja Goyanna. Priscila ressalta a importância das borboletas para a reprodução das plantas ao realizarem o transporte de pólen. Além disso, atuam como indicadoras biológicas na medida em que são insetos que só conseguem viver em ecossistemas equilibrados.​​

Para a bióloga, o Borboletário Didático deve se transformar em breve em importante ferramenta de educação ambiental, pesquisa, conservação e lazer. Atualmente, existem cerca de 250 borboletários no mundo. A grande maioria fica na Europa e América do Norte. "O Borboletário da UFC pode ser um espaço singular em Fortaleza, mas é preciso parcerias para mantê-lo e ampliá-lo, viabilizando o seu usufruto por toda a comunidade", enfatiza Priscila Holanda.

Vindas da ordem dos lepidópteros, as borboletas vivem de duas semanas a seis meses, alimentando-se do néctar das flores e de frutas fermentadas. Diferente da maioria dos insetos, não são nocivas ao homem. Ao contrário, com suas asas coloridas proporcionam ainda mais vida e movimento aos jardins.

Além da reconhecida beleza, as borboletas podem ser um indicador de qualidade do ambiente. é o que diz a professora Niedja Goyanna Gomes, chefe do Departamento de Fitotecnia e coordenadora do Borboletário Didático da Universidade Federal do Ceará (UFC). De acordo com ela, pela presença ou ausência das espécies de borboletas pode-se saber se o ambiente está poluído. "Se você tem um ambiente saudável, as espécies vão aparecer".

Niedja Goyanna diz que, com a inauguração do Borboletário Didático, o primeiro do Estado, será possível identificar e catalogar as espécies de borboletas existentes no Ceará. O espaço é fruto de uma parceria entre a UFC e o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec). De acordo com a professora do Centec Priscila Holanda, o objetivo do projeto também é aumentar a consciência ecológica das pessoas, através de visitas ao local.

Segundo ela, o projeto que começou com a criação de uma espécie, em setembro do ano passado, já conta com mais de dez tipos de borboletas. Muitas delas recolhidas na horta que fica em frente ao Borboletário. O interior do prédio também é cheio de plantas e flores, que servem como locais para os insetos colocaram seus ovos e de alimentos para as larvas e as próprias borboletas. "Hoje estamos produzindo 300 borboletas por mês e a tendência é aumentar".

O Borboletário Didático apesar de jovem já enfrenta problemas. De acordo com Niedja Goyanna, o projeto precisa de parceiros e recursos para ser melhor estruturado. "Estamos desenvolvendo o projeto com a ajuda do trabalho voluntário de estudantes da Universidade e da Escola (de Ensino Fundamental e Médio) José Alexandre, em Caucaia".

De acordo com Priscila Holanda, os parceiros também ajudariam a levar o projeto às escolas e a produzir material didático para as apresentações. Apesar das dificuldades, a professora do Centec tem planos ambiciosos para o projeto. "Nossa idéia é fazer de Fortaleza a cidade das borboletas".

Para isso, segundo ela, seriam criados mais três borboletários. Sendo um no Parque Ecológico Rio Branco, outro no Bioparque do Passaré e o terceiro seria um borboletário piloto na escola José Alexandre, na Região Metropolitana.


SAIBA MAIS
Borboletas são animais pertencentes à classe dos insetos, da ordem Lepidoptera - palavra de origem grega que significa "asas com escamas". As minúsculas escamas que recobrem as asas desses insetos possuem pigmentos de cores variadas e são capazes de refletir a luz, produzindo mosaicos coloridos, às vezes metálicos.

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Reprodução e alimentação

As borboletas fêmeas, logo após deixarem a crisálida, são procuradas pelos machos e são fecundadas. Depois da fecundação, as fêmeas começam a busca pela planta onde irão pôr os seus ovos (em geral, cada espécie de lepidóptero tem preferência por apenas uma ou poucas plantas-alimento para o desenvolvimento das suas lagartas). Os ovos eclodem depois de alguns dias e deles saem lagartas, que após se alimentarem da casca do ovo, começam a comer as folhas da planta onde se encontram. Durante essa fase, as lagartas não fazem outra coisa senão comer. À  medida que cresce, a lagarta muda de pele algumas vezes. O período entre duas mudas é chamado instar. A lagarta deixa de se alimentar no último instar, esvazia o estômago, fixa-se e sofre a última muda, da qual surge a pupa ou crisálida. Durante a fase de crisálida, a lagarta é lentamente transformada em borboleta.

Quando a transformação está completa, a crisálida se abre e a borboleta sai de seu interior. Tão logo suas asas estejam esticadas e secas, a borboleta estará pronta para voar. O conjunto das transformações que ocorrem durante o ciclo de vida de um lepidóptero, é chamado metamorfose. As borboletas adultas se alimentam do néctar de flores, frutos em decomposição e sais minerais encontrados em solo úmido.

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Professora Niedja Goyanna -

Atual coordenadora do projeto